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IBS e CBS em 2026: o que muda na prática

Tempo de leitura: 17 minutos
O IBS e a CBS em 2026
O IBS e a CBS em 2026 – Soluzzi Contadores

O IBS e a CBS em 2026 deixam de ser apenas discurso jurídico e passam a impactar sua operação.

A Reforma Tributária 2026 entra na fase de testes. Isso significa destaque obrigatório em nota fiscal, ajustes no ERP e revisão de rotinas fiscais.

Se você responde por faturamento e conformidade, o risco não é teórico. Erros podem travar a emissão de NF-e, comprometer o fluxo de caixa e expor a empresa a autuações.

O IVA Dual no Brasil começa a sair do papel e entra no ambiente operacional. 

2026 funciona como laboratório, mas exige disciplina técnica desde o primeiro documento fiscal emitido.

Entender o que muda, quando muda e como aplicar é o que separa a preparação do improviso.

A Soluzzi, a contabilidade especializada em negócios digitais, vai ajudar você nesta jornada.

O que é o IVA Dual e por que 2026 é o ano de testes?

O IBS e a CBS em 2026 operam dentro do modelo IVA dual.

Esse modelo divide a tributação do consumo entre União, estados e municípios.

A CBS será federal. O IBS terá gestão compartilhada.

2026 marca o ano-teste da Reforma Tributária.

Haverá destaque obrigatório nos documentos fiscais, ainda com alíquotas reduzidas.

A fase serve para validar sistemas, cadastros e processos antes da transição plena até 2033.

CBS, IBS e IS: o que são e como funcionam os novos tributos?

O IBS e a CBS em 2026 estruturam os novos tributos da Reforma sobre consumo.

Eles substituem PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS e inauguram modelo não cumulativo com crédito financeiro.

O imposto sobre consumo em 2026 reorganiza a arrecadação entre União, estados e municípios.

O que é o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)?

O IBS e CBS em 2026 introduzem o Imposto sobre Bens e Serviços como tributo estadual e municipal. Ele substituirá ICMS e ISS gradualmente até 2033.

A substituição do ICMS e ISS altera regras de arrecadação e partilha entre entes federativos.

O IBS seguirá modelo não cumulativo com crédito financeiro amplo, embora em 2026 não haja efeito financeiro prático.

A apuração dependerá do destaque correto em documentos fiscais. A gestão ficará sob Comitê Gestor nacional.

Para sua empresa, isso impacta o cálculo, o cadastro fiscal e a parametrização do ERP.

O que é a CBS e como vai funcionar?

O IBS e a CBS em 2026 incluem a contribuição sobre bens e serviços como tributo federal.

Ela substituirá PIS, Cofins e IPI progressivamente.

A substituição elimina regimes cumulativos distintos e unifica a tributação federal sobre o consumo.

A CBS seguirá lógica não cumulativa com crédito financeiro. O destaque será obrigatório nas notas fiscais a partir de 2026.

A apuração exigirá revisão de cadastros e integração entre fiscal e contábil.

Isso demanda ajuste técnico antes da transição completa.

Imposto Seletivo (IS): o que vem em 2027 e por que monitorar agora

O IBS e CBS em 2026 chegam acompanhados de um terceiro tributo no horizonte: o Imposto Seletivo, que entra em vigor em 2027. 

Ele terá caráter extrafiscal e incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente

A tributação de produtos específicos ocorrerá além do IBS e da CBS.

As alíquotas dependerão de regulamentação complementar.

Sua empresa deve acompanhar o enquadramento fiscal com atenção.

Quais produtos pagarão Imposto Seletivo (IS)?

A partir de 2027, produtos sujeitos ao IS terão tributação adicional ao IBS e à CBS. 

A lei complementar definirá os enquadramentos.

A tendência inclui:

  • Cigarros e derivados de tabaco;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Combustíveis fósseis;
  • Produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

O correto enquadramento fiscal será decisivo para evitar autuações.

Alíquotas do IBS, CBS e IS

O IBS e CBS em 2026 iniciam com as alíquotas da Reforma Tributária em fase de teste.

A CBS terá alíquota de 0,9% e o IBS, de 0,1%, valores simbólicos definidos pela LC 214/2025 para calibrar sistemas.

O objetivo é validar sistemas e obrigações acessórias.

A carga tributária sobre consumo será calibrada ao longo da transição até 2033.

Empresas precisam simular cenários e revisar margens. Antecipar impactos evita distorções financeiras futuras.

Novas obrigações nos documentos fiscais

image - Soluzzi

O IBS e CBS em 2026 exigem novas obrigações fiscais em 2026 nas empresas.

O destaque de tributos na NF-e torna-se obrigatório.

Sistemas, cadastros e validações precisarão atualização técnica imediata conforme norma.

O que muda nas notas fiscais a partir de agora?

O IBS e CBS em 2026 determinam nova estrutura da NF-e com campos específicos para cada tributo.

O leiaute da nota fiscal eletrônica passa a exigir destaque individualizado de base de cálculo, alíquota e valor.

Segundo a Receita Federal, a informação correta é condição para validação e aproveitamento de crédito.

Erros poderão gerar inconsistências futuras e autuação fiscal posterior após o período de adaptação regulamentar.

Plataformas digitais: obrigações específicas

O IBS e CBS em 2026 impactam obrigações para marketplaces e intermediadores digitais.

A responsabilidade tributária de plataformas digitais dependerá do modelo de operação e das regras de split payment.

Atualizações contratuais e sistêmicas devem ser avaliadas preventivamente com base normativa.

Penalidades: o que está dispensado e até quando

O IBS e CBS em 2026 preveem dispensa do próprio recolhimento, condicionada ao cumprimento correto das obrigações acessórias, incluindo o destaque adequado na NF-e.

Conforme orientação do Comitê Gestor do IBS, o destaque informativo correto é requisito para manutenção do benefício no ano-teste.

A dispensa não elimina dever de informar nem afasta fiscalização posterior ou cobrança futura.

Simples Nacional, pessoa física, produtor rural e importações: quem entra e quem fica fora em 2026

O IBS e CBS em 2026 atingem diferentes regimes com regras específicas.

O impacto da Reforma no Simples Nacional não exige destaque obrigatório em 2026, permanecendo sem recolhimento pelo novo modelo.

Cada regime tributário na Reforma exige análise técnica individualizada.

Teste em imóveis e aluguéis

O IBS e CBS em 2026 incluem a tributação de imóveis na Reforma em fase de teste.

A locação e operações imobiliárias poderão exigir destaque informativo, conforme regulamentação complementar.

O recolhimento pleno dependerá do cronograma de transição até 2033.

Split payment e atualização de sistemas: o que sua empresa precisa fazer agora

O IBS e CBS em 2026 exigem preparação para o split payment na Reforma Tributária.

O modelo poderá envolver segregação automática do tributo.

A atualização de ERP para IBS e CBS deve começar imediatamente.

Fiscal, TI e contabilidade precisam atuar de forma integrada.

Fundos de compensação de benefícios fiscais

O IBS e CBS em 2026 não eliminam imediatamente incentivos existentes.

Os fundos da Reforma Tributária foram criados para compensação de incentivos fiscais durante a transição.

A redistribuição busca equilibrar perdas estaduais.

O impacto dependerá do cronograma até 2033 e regulamentação complementar.

O papel do contador na transição

O IBS e CBS em 2026 exigem atuação do contador na Reforma além da apuração tradicional.

Ele deve revisar cadastros, validar parametrizações e orientar crédito corretamente.

O planejamento tributário na transição reduz riscos operacionais e evita decisões baseadas apenas em sistemas automatizados.

Cronograma da transição: de 2026 a 2033

O IBS e CBS em 2026 iniciam o cronograma da Reforma Tributária com fase de testes.

A transição tributária até 2033 ocorrerá de forma gradual.

Tributos antigos serão substituídos progressivamente, exigindo planejamento financeiro e adaptação sistêmica contínua das empresas.

Período Situação da reforma O que acontece na prática
2026 Início da transição Início da fase piloto e de adaptação do novo modelo, com testes, ajustes operacionais e convivência normativa, sem substituição efetiva dos tributos atuais.
2027a2028 Início da transição Entrada plena da CBS com extinção do PIS e Cofins, início da cobrança do Imposto Seletivo (IS) e preparação técnica para o IBS.
2029a2032 Consolidação progressiva Expansão do novo sistema, redução progressiva do modelo anterior e ajustes finais de implementação.
2033 Vigência plena Conclusão da transição e funcionamento integral do novo modelo de tributação sobre o consumo.

O que ainda não está claro: creditamento, dupla tributação e o Comitê Gestor do IBS

O IBS e CBS em 2026 ainda dependem de regulamentações complementares sobre crédito de IBS e CBS.

Dúvidas envolvem compensações financeiras e riscos de dupla tributação temporária.

O Comitê Gestor do IBS terá papel central na padronização e fiscalização do novo modelo.

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Escrito por:

Viviane Araújo

Vivi Araújo é empresária contábil e fundadora da Soluzzi Contadores, um escritório que atende mais de 800 clientes em todo o Brasil. Também é sócia-fundadora do Grupo Visionários, um grupo educacional com mais de 10 mil alunos contadores, e criadora do Método Matriz Lucrativa, uma metodologia exclusiva que integra estratégias de marketing, processos e gestão, transformando a vida de contadores em todo o país.

Com mais de 10 mil alunos impactados e 100 mil seguidores nas redes sociais, Vivi se consolidou como uma das principais referências em contabilidade no Brasil.

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